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Durante duas semanas o Festival Termómetro atravessou o país numa carrinha pão-de-forma como deve ser, com todos os elementos da organização a revezarem-se como podiam para dormir, com colunas a bordo, com amplificadores ao colo, com guitarras, boxers , soutiens e testes de gravidez que nestas coisas nunca se sabe.
O festival saiu à rua como se fosse uma revolução de Abril. Mas sem cravos. Mas com música.E o que aconteceu foi o costume. Uns ganharam. Outros perderam e todos beberam para comemorar ou esquecer. Foram 25 bandas que participaram. A organização tem a certeza que terá destruído muitos lares mas nunca tantos como alguns programas de televisão que normalmente são apresentados pela Teresa Guilherme. E isso sim, é o mais importante.
E assim, das 25 bandas, sobraram 6: Funkoffandfly,Million Dollar Lips, Peltzer,Clunk,Soaked Lamb,Bass-Off.
Os 5 vencedores das 5 eliminatórias que se realizaram e ainda o melhor segundo lugar de todas elas. 6 bandas que irão estar no palco do Paradise Garage em Lisboa, no dia 18 de Outubro, Sábado, 22 horas ou um bocadinho depois, para dar tempo para estacionar o carro e darem uma moedinha ao arrumador só para que ele não o risque.
Seis bandas, às quais se irão juntar os dois convidados desta edição. Manuel João Vieira, fundador e demiurgo dos Ena Pá 2000, Irmãos Catita, Corações de atum, Lello Minsk e agora, só para variar e ser diferente, a solo, com o nome que aparece justamente no seu bilhete de identidade que o certifica como cidadão.
A ele, junta-se Ana Free, com as diferenças que serão evidentes sobretudo ao nível da anca, mas que terá a honra de abrir o festival e fazer aquilo que normalmente faz o homem da chama olímpica: Incendiar a coisa.
E começará assim, por volta das 22.30, com a apresentação do extraordinário Fernando Alvim, radialista da antena 3 e pai de 5 crianças espalhadas pelo mundo, mas que nunca o viram até ao dia de hoje. Alvim foge delas com grande argúcia para não pagar a pensão de alimentos mas depois da promoção que lhe está a ser dada a este evento, possivelmente não se safará.
Ora, se tudo isto não vale 6 euros, que é justamente quanto custa a entrada. Eu vou ali e já venho. E vocês forem também: ao menos que seja ao Paradise Garage, dia 18 de Outubro, Sábado, à final do Festival Termómetro.
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