Serenata a minha mulata
Sentado na noite escura
Tocando minha guitarra
Serenata a minha mulata
Que partiu para a terra
Terra de Gente- Gordo
Ela vai tentar a sorte
E eu fiquei no lodo
A esperar a morte.
Desafino na melodia
No pranto de cada lagrima
Aguardando um novo dia
E beijos de quem me ama
O tempo fora passando
Com a tal lentidade
Ja nem sei aonde ando
Pelos ritmo da soledade
Andorinha que vive no telhado
Quando parte sempre volta
Para o lar mesmo molhado
Amor a familia nunca o solta
E Garça que vive ao relento
Leva na sua graça seus abrolhos
Nem a brisa nem o orvalho
Se compadece do seu tormento
A cada compasso dado
No trim...trim do sofrimento
Deixando passos aonde ando
Já nem oiço meu lamento
No leve leve vai-se a idade
Vivo sustentando a minha sina
Bem contra minha vontade,
Aguardando a minha pequena.
S.Tome, 07 de Abril 2003
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